Para a temática “Conferências, Encontros, Congressos e afins”, resolvi eleger não um evento em particular, mas sim uma série de eventos que dão pelo nome de ENURS – Encontro Nacional de Utilizadores de Radiação de Sincrotrão.

Com realização anual, o primeiro ENURS realizou-se em 2012 na FCT/UNL – passando, desde aí, por Lisboa, Leiria, Coimbra, Oeiras, Alfragide voltando este ano à casa de partida – e teve por objectivo divulgar a investigação baseada em fontes de radiação de sincrotrão realizada em Portugal e aproximar a respectiva comunidade que, em traços gerais, se distribui pelas ciências dos materiais e ciências da vida.

De curta duração (por norma, um dia), o ENURS apresenta duas principais “partes”: comunicações orais de convidados de vários sincrotrões europeus (nomeadamente ESRF, Diamond e Alba) e comunicações orais dos participantes nacionais. Naturalmente que as questões científicas constituem o cerne das apresentações embora alguns aspectos mais técnicos e/ou burocráticos sejam também abordados pelos membros dos sincrotrões (por exemplo, especificações das beamlines e condições de acesso).

Há, claro, ainda tempo para a tradicional sessão de posters que, por norma, se prolongam durante o almoço e pausas entre conferências (vulgo coffee breaks). Os autores vão circulando entre os posters sem um tempo próprio para apresentar o seu trabalho e estabelecendo um contacto directo com os vários delegados (uma designação que sempre achei muito chique para designar os participantes).

Acaba por ser um encontro útil permitindo um contacto permanente não apenas com colegas, mas também com as últimas novidades dos sincrotrões cuja regular utilização é essencial para o desenvolvimento da investigação levada a cabo de Norte a Sul do país. Um dos pontos fortes do ENURS acaba por ser também uma fraqueza: juntando investigadores de áreas tão diferentes, permite um contacto com temas totalmente novos cuja compreensão nem sempre é fácil. Talvez se possa considerar a possibilidade de adoptar uma realização bienal embora o actual formato não seja de todo descabido.

E pronto, feito este breve apanhado das últimas sete edições, resta esperar pela oitava a realizar no Porto em 2019.

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